As fraturas por estresse são lesões ósseas que merecem atenção especial, principalmente entre corredores e praticantes de atividades de impacto. Diferente das fraturas traumáticas, que acontecem após uma queda ou impacto direto, esse tipo de fratura surge de forma gradual, a partir do acúmulo de pequenos danos no osso.
Esses “microdanos” ocorrem quando o osso é submetido repetidamente a cargas que ultrapassam sua capacidade natural de reparo, levando ao enfraquecimento progressivo da estrutura óssea até o surgimento da fratura.
Por que as fraturas por estresse acontecem?
O corpo humano está preparado para se adaptar às cargas impostas pelos exercícios físicos. No entanto, quando essa adaptação não acontece de forma adequada, o risco de lesão aumenta.
Em corredores, os principais fatores de risco incluem:
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aumentos bruscos no volume, intensidade ou frequência dos treinos;
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prática em superfícies muito duras ou com pouca variação de impacto;
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uso de calçados inadequados ou excessivamente desgastados;
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biomecânica alterada da corrida;
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histórico de lesões prévias;
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deficiências nutricionais, especialmente baixa ingestão de cálcio e vitamina D, fundamentais para a saúde óssea.
Além disso, fatores hormonais, baixo consumo calórico e períodos insuficientes de recuperação também podem contribuir para o desenvolvimento da lesão.
Principais sintomas
As fraturas por estresse costumam se manifestar inicialmente como uma dor localizada, que aparece durante o exercício e melhora com o repouso. Com a continuidade da atividade, a dor tende a:
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surgir mais cedo durante o treino;
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tornar-se mais intensa;
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persistir mesmo após o exercício;
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aparecer em atividades simples do dia a dia.
Ignorar esses sinais pode levar à progressão da lesão, aumentando o tempo de afastamento do esporte.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. Ele começa com uma avaliação clínica detalhada, considerando o histórico de treinos, sintomas e exame físico.
Em muitos casos, exames de imagem são necessários para confirmar o diagnóstico, sendo os mais utilizados:
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ressonância magnética, considerada o padrão ouro para detectar fraturas por estresse;
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cintilografia óssea, que identifica áreas de maior atividade óssea;
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radiografias, que podem ser normais nas fases iniciais da lesão.
Tratamento: o repouso é fundamental
O tratamento inicial das fraturas por estresse é baseado no afastamento das atividades de impacto, permitindo que o osso se recupere e cicatrize adequadamente.
Dependendo da localização e da gravidade da fratura, pode ser necessário:
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uso de muletas para reduzir a carga sobre o osso afetado;
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imobilização temporária;
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ajustes na rotina de atividades físicas;
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acompanhamento fisioterapêutico.
A duração do tratamento varia conforme o osso acometido e o grau da lesão, podendo levar semanas ou até meses.
Reabilitação e prevenção de recidivas
A volta ao esporte deve ser feita de forma gradual e planejada, respeitando o tempo de cicatrização óssea. Além disso, a correção dos fatores de risco é indispensável para evitar novas fraturas.
Isso inclui:
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reeducação da corrida;
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fortalecimento muscular;
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ajuste do volume e da intensidade dos treinos;
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avaliação do calçado e da pisada;
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acompanhamento nutricional adequado.
Escutar o próprio corpo e não negligenciar dores persistentes é um passo fundamental para manter a saúde e a longevidade esportiva.
Se você corre e sente dores frequentes ou localizadas, procurar uma avaliação ortopédica especializada, pode fazer toda a diferença na prevenção de lesões mais graves e na continuidade segura da sua prática esportiva. Entre em contato com o Instituto Atenas. 🏃♀️💙
